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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Com a Air Amazônia, HRT quer atuar na aviação doméstica

primeiro aviao da air amazonia 

São Paulo – Na semana passada, a HRT anunciou o início das operações de sua companhia aérea: Air Amazônia. A estratégia de criar um braço de aviação dentro da petrolífera é, em um primeiro momento, para atender as necessidades internas da companhia, mas, no futuro, a HRT quer voar mais alto e atuar também no mercado doméstico. 

“Queremos atender o público em geral e outras empresas. Aproveitar os assentos livres para otimizar nosso negócio e com preços mais atrativos, o que será nosso diferencial”, disse Márcio Mello, presidente da HRT, a EXAME.com. 

A companhia criou a Air Amazônia depois que constatou que terceirizar o serviço seria inviável por conta do preço excessivamente alto e a falta de disponibilidade empresas de aviação. “Chegamos a participar de licitações, mas o processo atrasaria nossos negócios na região do Amazonas”, disse.  

A frota, composta por 11 helicópteros e três aeronaves Embraer 120 (EMB-120), será utilizada para transportar profissionais da petrolífera do Rio de Janeiro para  Manaus, no Amazonas, além dos voos regionais no Norte do país. Na região, a HRT possui 21 blocos de exploração.

Segundo Mello, até o final deste ano, o número de helicópteros vai dobrar e até o final do próximo ano, a quantidade de aviões também será duplicada. “Já estamos conversando com a Embraer para a compra de aeronaves modelo Embraer 170, com capacidade de até 80 assentos.
Investimentos

A HRT investiu na Air Amazônia cerca de 60 milhões de dólares, incluindo a compra, à vista, de todas as aeronaves. “Mas já registramos uma redução de custos de pelo menos 100 milhões de reais neste primeiro momento. Em longo prazo, nosso capex e opex também tendem a diminuir ”, afirmou Mello. 

De acordo com André Castellini, sócio-consultor da Bain & Company, há carência de voos na região onde a HRT atua, o que pode favorecer a estratégia da companhia. “Vale lembrar, no entanto, que assim que a demanda começar a aumentar na região, as grandes companhias podem também intensificar a atuação e concorrer com gente que domina o mercado, como Gol e TAM, pode ser complicado”, disse o especialista.       

Para driblar a concorrência, a HRT não descarta a possibilidade de firmar parceria com outras companhias aéreas a fim de crescer mais rápido no mercado. “O sucesso das nossas operações petrolíferas depende muito da consolidação do nosso braço de transporte, por isso queremos montar uma estrutura sólida”, disse Mello.

A HRT estima que 4.000 funcionários foram transportados por meio da sua companhia aérea até o momento. 

Até o fim do ano serão 10.000 pessoas. Além do Amazonas, a companhia também tem operações na república africana da Namíbia, região onde a HRT quer estender a sua frota. 

 
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