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terça-feira, 31 de maio de 2011

Dilma diz que Infraero levará "choque de competitividade"

Brasília - Ao comentar as concessões de três aeroportos à iniciativa privada, a presidenta Dilma Rousseff sinalizou para a abertura de capital da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Dilma acredita que, com a medida, a Infraero tomará um "choque de competitividade" e se tornará mais atrativa ao mercado.

"É mais fácil abrir o capital da Infraero depois de ela tomar um choque de competitividade", disse Dilma durante a reunião hoje (31), no Palácio do Planalto, com governadores de estados e prefeitos de municípios que receberão jogos da Copa do Mundo de 2014.

No encontro, o governo informou aos governadores e prefeitos a decisão de conceder à iniciativa privada os aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF). A Infraero terá até 49% da participação em cada aeroporto.

Dilma disse que outra vantagem da Infraero, como participante das empresas que assumirão os aeroportos, será o acesso a informações seguras sobre o setor aeroportuário. A presidenta acredita que serão evitadas "assimetrias de informações" verificadas em outros setores dos quais o setor público se afastou completamente.

De acordo com nota divulgada pelo Palácio do Planalto, as empresas terão a obrigação de ampliar a capacidade dos aeroportos concedidos e também de melhorar a qualidade dos serviços, mediante o cumprimento de metas de melhoria de qualidade, previstas em indicadores que constarão nos editais de licitação. "Esse novo marco segue, em linhas gerais, o que já fizemos em vários setores, como eletricidade, rodovias e ferrovias", disse a presidenta.

Dilma ainda ressaltou o papel estratégico que o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP) terá para a aviação civil. A presidenta considerou, durante a reunião, que São Paulo precisa de um aeroporto com três pistas. "Viracopos é o futuro, é um dos grandes centros aeroportuários do país", afirmou.

Fonte: Exame.com

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Governo decide privatizar Cumbica, Viracopos e Brasília

São Paulo - O governo vai privatizar aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, de Viracopos, em Campinas e de Brasília em meio às preparações para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016.

As companhias vencedoras das concessões serão responsáveis pela expansão e pela administração desses aeroportos, segundo comunicado no website da Presidência. A Empresa Brasileira de Infraestrutura
Aeroportuária terá participação de até 49 por cento nesses aeroportos que, juntos, receberam 46,6 milhões de passageiros no ano passado, segundo a própria Infraero. As regras da privatização devem ser publicadas em dezembro, disse o ministro dos Esportes, Orlando Silva.

“Decidimos que é necessário acelerar as preparações para a Copa do Mundo”, disse Silva a repórteres hoje em Brasília. “Esperamos que empresas estrangeiras ajudem na administração de aeroportos.”

O governo está acelerando os gastos com infraestrutura em preparação para a Copa e para as Olimpíadas ao mesmo tempo em que explora novas reservas de petróleo e constrói usinas hidrelétricas. Os gastos para ampliar e atualizar aeroportos, portos, estradas e a rede elétrica devem aumentar de R$ 121 bilhões em 2009 para R$ 160 bilhões em 2012, segundo a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base.

O governo, segundo o comunicado, ainda está estudando a venda de participações nos aeroportos de Confins, próximo a Belo Horizonte, e do Galeão, no Rio de Janeiro.

Fonte: Exame.com

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Jovem piloto desmaia no ar e avião voa sozinho por 55 minutos na Austrália

Um piloto ainda em treinamento perdeu a consciência em pleno voo e quase causa um acidente na Austrália, segundo o jornal “The Advertiser”. Por 55 minutos, o avião que o rapaz, que não teve o nome publicado, pilotava voou sozinho.

De acordo com um relatório publicado pelo Escritório de Segurança no Transporte, do governo australiano, quando o jovem piloto, que teve a licença suspensa, acordou, percebeu que estava indo com o avião para alto mar.

 Em azul, caminho percorrido pelo piloto até passar mal. Em vermelho, o que faltou percorrer.

O rapaz, natural do Oriente Médio, estudava para ser piloto, em Adelaide, no sul da Austrália. Ele tinha ganhado uma bolsa de estudos da companhia aérea Emirates Airlines.

O piloto havia saído do aeroporto de Parafield, em Adelaide, e iria fazer um voo solo até a cidade de Mildura. Antes de decolar, o jovem reabasteceu o avião, comeu e bebeu água. Quando sobrevoava Renmark, o rapaz começou a passar mal e se sentir quente.

O jovem piloto, então, aumentou a altitude e desmaiou. O controle de tráfego aéreo tentou entrar em contato várias vezes com o rapaz que não respondia. Quando acordou, recebeu ajuda via rádio para voltar a Adelaide.

O rapaz já voltou para seu país natal e desistiu da carreira de piloto.

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Irã impediu avião de Merkel de sobrevoar seu território


Nova Délhi - O Irã fechou brevemente seu espaço aéreo ao avião da chanceler alemã, Angela Merkel, que viajava nesta terça-feira à Índia em visita oficial, despertando a ira da Alemanha, que convocou o embaixador iraniano.

O avião de Merkel, que tinha como destino Nova Délhi, não pôde sobrevoar por algum tempo o espaço aéreo do Irã porque Teerã o impediu, anunciou o porta-voz da chanceler, Steffen Seibert, em mensagem publicada no microblog Twitter.

O ministro alemão de Relações Exteriores, Guido Westerwelle, anunciou ter convocado o embaixador do Irã em protesto pelo ocorrido.

O chefe da diplomacia alemã considerou "absolutamente inaceitável" esta proibição. "É uma falta de respeito com a Alemanha", lamentou, em um comunicado.

"Por isso convoquei o embaixador iraniano em Berlim. Diremos muito claramente que semelhante atentado às convenções internacionais não pode ser, em nenhum caso, tolerado pela Alemanha", explicou.

O ministério iraniano de Relações Exteriores afirmou posteriormente que um problema técnico havia provocado o atraso, mas que o mesmo foi resolvido de imediato e o avião de Merkel pôde prosseguir viagem.

"O problema ocorrido no sobrevoo do território iraniano do avião da chanceler alemã, Angela Merkel, só foi causado por uma questão técnica, imediatamente solucionada, e o avião pôde seguir seu caminho", declarou o porta-voz da chancelaria, Ramin Mehmanparast, sem dar maiores detalhes.

"As autorizações necessárias foram dadas para a passagem do avião da chanceler alemã pelo espaço aéreo iraniano e a embaixada da Alemanha foi informada", acrescentou.

Uma vez em Nova Délhi, Merkel recusou-se a comentar o incidente durante entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh. Segundo a imprensa, seu avião teve que dar voltas sobre o território turco antes de ser autorizado a ingressar no espaço aéreo iraniano.

"Estou muito contente por ter chegado sem problemas até aqui", limitou-se a afirmar a chanceler. "Tudo acabou bem. Pudemos manter a reunião indo-alemã, isto é o mais importante", assegurou Merkel.

Seu portavoz, que a acompanha nesta viagem, havia escrito no Twitter: "começo incomum de viagem à Índia.
O Irã recusa temporariamente o sobrevoo (de seu território) ao avião da chanceler. Aterrissagem com atraso em Nova Délhi".

Segundo um jornalista da emissora pública alemã ARD, que acompanha Merkel, outro avião que levava a bordo quatro ministros do executivo alemão pôde sobrevoar sem problemas o Irã e aterrissar conforme o previsto na capital da Índia.

O Irã é submetido desde 2007 a uma bateria de sanções políticas e econômicas de parte das Nações Unidas, dos Estados Unidos e da União Europeia, devido a seu controverso programa nuclear.

Este episódio ofuscou a celebração de conversas com os dirigentes indianos, cujo objetivo é reforçar os vínculos bilaterais entre Alemanha e a terceira potência econômica da Ásia.

A Alemanha é o principal parceiro europeu da Índia, com intercâmbios comerciais de €15,4 bilhões (US$ 22 bilhões) em 2010.

Novo Boeing GOL Sky Interior

Vídeo que está rolando na internet mostrando o interior da nova aeronave da GOL.

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Sem LAN, TAP é alternativa mais vantajosa para TAM

São Paulo – O imbróglio da fusão entre a brasileira TAM e a chilena LAN está longe de um desfecho. No Brasil, a operação segue sem restrições, mas as autoridades regulatórias do Chile estão reticentes quanto à aprovação. O advogado da aérea brasileira, Juan Gumucio, afirmou em audiência no Chile, que a TAM pode buscar outro parceiro caso a fusão com a LAN seja bloqueada. Segundo analistas, a alternativa mais vantajosa seria uma união com a portuguesa TAP.

A operação entre TAM e TAP traria benefícios para ambas as empresas. Para a brasileira, a união seria uma nova porta de entrada para o mercado europeu por meio de Portugal – onde a TAM não opera regionalmente. “A TAM teria mais distribuição na Europa com estrutura de vendas. A parte de malha não seria preciso aumentar, por conta do codeshare”, avalia o consultor André Castellini.

Com maior força no mercado europeu, a brasileira poderia reforçar sua presença também no mercado doméstico. A TAP opera em nove cidades do Brasil para a Europa. Em 2010, transportou 1,4 milhão de passageiros. “A TAP faz de Lisboa um hub importante de lazer para passageiros que querem voar para o nordeste brasileiro”, aponta Castellini. A portuguesa opera em 65 cidades de 31 países da Europa, África, América do Sul e do Norte.

A compra da TAP também blindaria a Latam de eventuais investidas de outras companhias aéreas. “Como o mercado internacional da TAP é o Brasil, há empresas do Oriente Médio, como Emirate e Qatar, que tentariam comprar a portuguesa para reforçar a presença por aqui”, avalia o consultor Respício Espírito Santo. “Grosso modo a TAP seria uma subsidiária da Latam.”

Para Castellini, porém, a TAM enfrentaria uma dura competição. “Operar na Europa é um desafio. A TAM passaria a concorrer com grandes grupos, além de esbarrar nos sindicatos locais que tem regras diferentes do Brasil”, diz Castellini. Dele discorda Respício: “Com a associação, a TAM ganharia mais proximidade com as autoridades regulatórias, mais força na Star Alliance e possibilitaria um intercâmbio de aeronaves entre as empresas”.

A TAM ainda mantém a liderança no mercado brasileiro, mas a diferença entre a Gol, a segunda colocada, vem diminuindo. A TAP é uma alternativa viável para turbinar sua posição – e seria um bom negócio para a portuguesa. “Se a TAP não fizer alguma coisa, ela vai quebrar e o mercado português não seria atendido”, avalia um analista. Para Respício, a TAP continuaria com sua bandeira. “A marca não seria abandonada e a TAM seria um investidor.”

Segundo Olavo Chinaglia, relator da fusão entre Lan e TAM no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), uma eventual união com a TAP seria semelhante à operação em curso no momento. “Seria necessário analisar as sobreposições das rotas, mas acredito que não haveria problema. Trata-se de uma grande empresa brasileira com uma estrangeira que não faz voos regionais”, diz.

Há pelo menos três anos especula-se sobre essa união. A TAP está em processo de privatização, por isso não comenta o assunto. Em comunicado, Marco Bologna, presidente da TAM S/A, afirmou: “Estamos confiantes na aprovação da fusão com a LAN pelo TDLC [o Cade chileno] e continuaremos empenhando todos os nossos esforços na criação da LATAM. Na hipótese – improvável, na nossa opinião – de a LAN vir a ser impedida de levar adiante a fusão, continuaremos fiéis à nossa visão e buscando essa consolidação do setor aéreo – que é, como disse, inexorável.”

A brasileira Gol descartou interesse na TAP, pois seu foco principal é o mercado doméstico brasileiro e a América Latina.

IAG mira potencial do Brasil por meio da portuguesa TAP

Madri - A International Airlines Group (IAG), formada pela fusão da British Airways e da Iberia, afirmou que enxerga poucas oportunidades de consolidação na Europa, mas estudará a compra da Air Portugal (TAP) caso ela seja colocada à venda.

"Não há muito potencial para futuras consolidações na Europa... o setor já está concentrado com a KLM-Air France e a Lufthansa", afirmou o diretor de relações com investidores Andrew Barker em uma teleconferência nesta terça-feira.

"Iremos voltar os olhos para a portuguesa TAP. Sua forte presença no Brasil será importante para fortalecer nossa posição na América Latina", disse Barker.
Portugal está sendo forçado a privatizar a TAP como uma condição para seu resgate de 78 bilhões de euros (109 bilhões de dólares) pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional.

O leilão da companhia aérea portuguesa deve ser realizado neste verão (do hemisfério norte), com alguns analistas avaliando-o em 500 milhões de euros.

Qualquer aquisição terá que se enquadrar na estratégia e nas metas financeiras da IAG, disse Barker, acrescentando que a British Airways vai se focar no crescimento na Ásia e em consolidar seu negócio de voos transatlânticos.

Ele afirmou que o aeroporto de Barajas, em Madri, o eixo central da Iberia, oferece oportunidades de crescimento orgânico, "embora ele seja, de certa forma, limitado por restrições de infraestrutura de um grande aeroporto".

A IAG já transferiu algumas de suas rotas para a companhia área de baixo custo espanhola Vueling e pretende usar a empresa para tornar seus negócios de voos de curta distância mais competitivos, disse Baker.

A Vueling, sediada em Barcelona, é a segunda maior companhia aérea de baixo custo após a irlandesa Ryanair e é líder de mercado nos principais aeroportos da Espanha.

Delta Air Lines inicia nova frequência entre Brasília-Atlanta em 1° de junho

A Delta Air Lines iniciará sua sexta frequência entre Brasília e Atlanta em 1° de junho de 2011. A nova frequência será operada às quartas-feiras utilizando um Boeing 757-200 com capacidade para 162 passageiros: 15 em Primeira Classe e 147 na Classe Econômica. Atualmente a Delta oferece 32 voos sem escala entre os Estados Unidos e o Brasil, incluindo serviço sem escala conectando Atlanta, Detroit e Nova York-JFK a São Paulo, bem como Atlanta e Rio de Janeiro.
“O crescimento contínuo da Delta no Brasil tem sito bem significante, e este novo voo vai suportar nossa estratégia neste mercado,” diz Nicolas Ferri, vice-presidente da Delta para América Latina e Caribe. “A nova frequência entre Brasília e Atlanta vai oferecer mais conveniência aos nossos passageiros, que necessitam de melhor acesso à capital do país e áreas adjacentes.”
No começo deste ano a Delta anunciou início do serviço de compartilhamento de voo e programa de fidelidade em reciprocidade com a GOL. Atualmente a Delta coloca seu código em 56 voos da GOL entre São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e 15 destinos brasileiros: Belém, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Foz do Iguaçu, João Pessoa, Navegantes, Porto Alegre, Recife, Salvador, Teresina e Vitória. O número de mercados dos voos compartilhados deve aumentar para mais de 30 até o verão e aguarda aprovação do governo.

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Equipes recuperam 75 corpos do voo Rio-Paris

Os corpos foram retirados do mar na última semana; no total, 127 foram recuperados desde a tragédia

 Operações policiais para recuperar os corpos continuarão por mais alguns dias

Paris - Setenta e cinco corpos do voo da Air France que no dia 1º de junho de 2009 caiu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo quando fazia a rota entre Rio de Janeiro e Paris foram retirados do mar na última semana, indicou nesta terça-feira a Polícia Militar francesa confirmando informações da imprensa.

No total, desde que ocorreu a tragédia, 127 corpos foram recuperados. Cinquenta foram retirados do fundo do mar nos dias posteriores ao acidente. Dois foram retirados no início de maio, quando foram localizadas e resgatadas as duas caixas-pretas do A330 da Air France, e 75 foram recuperados entre 23 e 30 de maio.

O anúncio da retirada dos 75 corpos foi feito à rede de televisão americana CNN pelo secretário da associação de familiares das vítimas da catástrofe aérea "Entraides et solidarités Af44" (Ajuda mútua e solidariedade), Robert Soulas, e por Philippe Vinogradoff, embaixador francês encarregado do contato com as famílias, em uma declaração concedida à revista francesa Nouvel Observateur.

Segundo a Polícia Federal, as operações para recuperar os corpos continuarão por mais alguns dias. A data do final desses trabalhos será comunicada primeiramente às famílias.

Gol mostra surpresa com 'interesse' da chilena LAN

Para analistas do setor de transportes, a declaração do executivo da LAN não passa de pressão para aprovação da fusão com a TAM, sem aproximação da Gol

São Paulo - A declaração de executivos da chilena LAN, durante o fim de semana, de que a companhia aérea poderia buscar uma parceria com a brasileira Gol, caso não seja aprovada sua fusão com a TAM, foi recebida com surpresa pela companhia aérea da família Constantino. Ontem, a companhia afirmou que não está em negociação com nenhuma empresa aérea e que não foi procurada pela chilena LAN.
Segundo entrevista publicada pelo jornal chileno El Mercurio, o gerente-geral da LAN, Ignacio Cueto, disse que a LAN deve procurar "um second best" caso a fusão com a TAM seja reprovada. "Podemos ir falar com a Gol, que não sei se estará disponível, mas sua internacionalização não se compara com a da TAM", disse Cueto.
Para analistas do setor de transportes, a declaração do executivo da LAN não passa de pressão para que o Tribunal de Livre Concorrência do Chile (TDLC) aprove a fusão entre LAN e TAM. "Acho pouco provável que a fusão não seja aprovada", afirma um profissional que acompanha de perto o setor de aviação.

Ele lembra que um indicativo seria o fato de o juiz não ter pedido informações adicionais às apresentadas pelas duas empresas em audiência pública no último dia 26. "Além disso, o juiz já afirmou que a decisão sobre o tema deve sair antes de 60 dias, o que é positivo", destaca.
Para o profissional, uma fusão entre LAN e Gol faria menos sentido que uma associação com a TAM. O principal benefício para a companhia aérea chilena é o acesso ao mercado brasileiro, mas ele cita ainda as sinergias entre as duas empresas em viagens de longo curso, o que não aconteceria com a Gol.
Na quinta-feira, foi realizada uma audiência pública em Santiago, em que TAM, LAN, empresas concorrentes e um órgão de defesa do consumidor se manifestaram sobre a união. Se concretizado, o negócio criará a maior empresa aérea da América Latina.

Comissário de bordo canta, brinca com aeromoças e vira hit


Neste 31 de maio (dia dos comissários de bordo), o destaque vai para Ronald Pennaforte, que virou sucesso no YouTube com suas descontraídas demonstrações de segurança. Além de brincar com as colegas aeromoças, ele canta sambas, boleros e canções de Roberto Carlos ao microfone. A companhia aérea de tarifas baixas Webjet incentivou essa prática como uma forma de popularização dos voos. Um de seus números é falar em inglês “embrolation” as instruções aos passageiros.

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Após dois anos, incógnitas ainda marcam investigações do AF 447

O aniversário de dois anos do acidente com o voo 447 da Air France, que caiu no Atlântico quando fazia a rota Rio-Paris, é marcado por avanços nas investigações técnicas, embora ainda existam várias incógnitas, assim como pela expectativa dos familiares em relação à identificação das vítimas resgatadas neste mês.

"Há dois anos, não tínhamos nenhuma informação precisa. Nesses dois últimos meses, localizamos as caixas-pretas e dispomos agora de todos os elementos para compreender o que ocorreu", afirma Alain Bouillard, do Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês), investigador-chefe do acidente com o voo AF 447.

O avião decolou às 22h29 GMT (19h30 no horário de Brasília) do dia 31 de maio de 2009 com 228 pessoas a bordo e caiu pouco menos de quatro horas depois a cerca de 1,1 mil Km da costa brasileira.

Pela primeira vez desde a catástrofe, o BEA confirmou, na última sexta-feira, que a pane nas sondas de velocidade do Airbus foi o ponto de partida de uma série de eventos que levaram ao acidente.
 "Se o problema nas sondas não tivesse ocorrido, não teria havido o acidente", declarou em entrevista à BBC Brasil na última sexta-feira o diretor do BEA, Jean-Paul Troadec.

As famílias, no entanto, deverão aguardar até o final de julho, quando será divulgado um relatório intermediário, para saber as primeiras conclusões sobre as causas do acidente. Os resultados definitivos das investigações só serão anunciados no próximo ano.

Sondas
Por enquanto, sabe-se que a pane nos sensores de velocidade comprometeu a ação dos pilotos e pode ter induzido a erros de pilotagem.

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil sugerem que o BEA estaria dando destaque para eventuais falhas dos pilotos após o incidente com as sondas - declarando que em casos semelhantes a tripulação havia conseguido recuperar o avião - porque isso seria uma forma de reduzir as indenizações a serem pagas às famílias.

Em razão do provável congelamento em alta altitude, as sondas Pitot passaram a enviar informações contraditórias sobre a velocidade do avião aos computadores de bordo, o que acarretou o desligamento do piloto automático.

O avião passou, então, a ser comandado manualmente, sem os sistemas eletrônicos de proteção ligados à pilotagem automática.

O Airbus sofreu uma perda de sustentação, causada pela baixa velocidade da aeronave antes da queda, e despencou em 3 minutos e meio a uma velocidade de 200 Km/hora, segundo o BEA.

Sem fôlego ladeira acima
Após a divulgação das circunstâncias do acidente, na sexta-feira, surgiram questionamentos sobre a decisão da tripulação de levantar o nariz do avião para ganhar altitude depois que os alarmes de perda da sustentação dispararam.

O ato foi comparado a subir uma ladeira correndo no momento em que se está sem fôlego.

O procedimento adequado seria o oposto: baixar o nariz do avião para ganhar velocidade com a descida e recuperar assim a força de sustentação da aeronave.

"Se os pilotos decidiram levantar o nariz é porque a velocidade indicada, que curiosamente o BEA não revela no comunicado, estaria superestimada. Os pilotos agiram mal porque não tinham os instrumentos em funcionamento", disse à BBC Brasil Gérard Arnoux, co-autor de uma investigação paralela sobre as causas do acidente com o voo AF 447 e piloto de aviões Airbus.

Segundo Arnoux, o Airbus se tornou "irrecuperável" porque o chamado "plano horizontal regulável" (ângulo formado entre a asa traseira e o vento) passou de 3° para 13° em apenas um minuto e permaneceu assim até o final do voo, comandado pelos computadores de bordo, que se basearam em dados falsos de velocidade.

"Há o risco de ultrapassar um certo ângulo de incidência, como admite a própria Airbus. Não dá mais para recuperar o avião. É um problema de aerodinâmica do Airbus, que permaneceu com a asa traseira empinada, levantando a aeronave", afirma.

Além de aguardar novos dados sobre as investigações, os parentes das vítimas também esperam a futura identificação dos 77 corpos resgatados nos últimos dias, que será realizada na França.

As operações de resgate devem ser encerradas até o dia 1° de junho.