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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ipea: maioria dos aeroportos do País está em situação crítica


Um estudo publicado recentemente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que 17 dos 20 principais aeroportos brasileiros, ou 85%, estão em situação “crítica” ou “preocupante”. Desses, 12 estão funcionando acima da capacidade operacional. Apenas os aeroportos de Porto Alegre, Salvador e Manaus funcionam em condições “adequadas”, fora do “cenário de estrangulamento”. A avaliação, feita antes da concessão à iniciativa privada dos aeroportos de Brasília, São Paulo e Guarulhos (SP), é que “permanece limitada a capacidade da Infraero [Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária] em executar seu programa de investimentos. Em 2011, a estatal executou 34% de sua dotação anual inscrita no orçamento das empresas estatais [dotação de R$ 2,216 bilhões e execução de R$ 747,82 milhões]“. A conclusão consta do artigo Aeroportos no Brasil: Investimentos e Concessões, de autoria do coordenador de Infraestrutura Econômica do Ipea, Carlos Campos. A preocupação se agrava com a aproximação da Copa do Mundo de 2014. Segundo o estudo, as etapas do Plano de Investimentos da Infraero “pouco evoluíram nos últimos 12 meses, entre fevereiro de 2011 e janeiro de 2012″. “Dos 11 aeroportos nos quais estão previstos investimentos nos terminais de passageiros, oito estão nas fases iniciais de projetos”.
Mesmo para os aeroportos concedidos, o Ipea faz ressalvas: “É fator de preocupação a exiguidade dos prazos definidos pelo edital para as várias etapas do processo de concessão, diante da necessidade de que os três aeroportos estejam prontos a tempo de atender ao evento de 2014″. Após a concessão de três aeroportos à iniciativa privada, começa a ganhar corpo a ideia de construir um novo aeroporto em São Paulo. A avaliação é que Viracopos, o aeroporto de Campinas, não terá condições de atender à demanda de passageiros e carga não assimiláveis pelos aeroportos de Cumbica e Congonhas.
“Se não debatermos isso hoje, quando quisermos fazer não será possível”, enfatiza o técnico do Ipea Erivelton Guedes, que avaliou as alternativas para infraestrutura aeroportuária na Região Metropolitana de São Paulo – que concentra 30% do movimento de passageiros. Ele chama a atenção para o fato de que a solução em São Paulo tem que ser pensada em conjunto considerando a construção do trem-bala e a demanda que um aeroporto distante da capital, como o de Campinas, criará para a Rodovia dos Bandeirantes – que liga a capital ao interior. Segundo o Ipea, não apenas os aeroportos preocupam.
O Brasil investe apenas 0,7% do Produto Interno Bruto, incluindo o Programa de Aceleração do Crescimento, em transporte. O percentual é inferior ao que fazem outros países emergentes, como a China, Índia, Rússia, o Chile e até o Vietnã – na casa de 2,7% do PIB. Carlos Campos calcula que o país necessite investir R$ 185 bilhões em rodovias; R$ 75 bilhões em ferrovias e mais R$ 45 bilhões em portos. O cálculo não inclui as necessidades de infraestrutura urbana e mobilidade nas cidades.
O coordenador de Infraestrutura Econômica do Ipea aponta que o país não soube aproveitar a Copa do Mundo para resolver os problemas de transporte nas 12 cidades-sede do torneio. Quando a Copa do Mundo foi anunciada no Brasil, a mobilidade urbana foi considerada como “o principal legado” do Mundial de futebol. “É uma pena estar perdendo a oportunidade para efetivar, para a população, os ganhos com a mobilidade urbana”.
Os estudos do Ipea integram o periódico Radar nº 8, especial sobre infraestrutura. Nele, o instituto destaca ainda que tendem a crescer as emissões de gás carbônico no Brasil com o aumento do transporte de carga nas rodovias e com o aumento da circulação de carros nas cidades. A solução apontada para o transporte regional é utilizar mais ferrovias e o modal aquaviário; e, nas cidades, melhorar e integrar os sistemas de transporte urbano.
Fonte: http://not.economia.terra.com.br
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Voos da Gol para Miami devem começar no 2o semestre



A Gol Linhas Aéreas deve iniciar seus voos para Miami, com escala em Caracas, no segundo semestre, mas não tem interesse em participar de alianças globais do setor de aviação, segundo o presidente da empresa, Constantino de Oliveira Junior.
A companhia comunicou recentemente que pediu à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aval para operar voos regulares entre Brasil, Venezuela e Estados Unidos, após o resultado de estudos de viabilidade internos, em linha com o modelo de negócios da empresa, baseado na utilização de uma frota padronizada em aeronaves Boeing 737 Next Generation.
“A gente ainda depende das autorizações formais quem devem sair rápido… mas eu não acredito que isso aconteça antes de junho ou julho…. está mais pra julho, mas não tem data definida”, disse Oliveira a jornalistas depois de evento do setor de turismo. Para voar na nova rota sem adquirir novas aeronaves, a Gol fará com que seus aviões voem por mais horas, segundo o presidente.
A Gol não divulga guidance de frota de aeronaves. Oliveira destacou que a nova rota deve abrir mais espaço para brasileiros e venezuelanos voem a Miami. A Delta, companhia norte-americana que possui 3,9 por cento do capital da Gol, também voa para a cidade da Flórida, embora seu principal hub – centro de distribuição de pousos e decolagens – seja Atlanta. Questionado se a Gol fará parte de alguma aliança global de companhias, Oliveira afirmou que o perfil da Gol é de investir em acordos bilaterais. “Pretendemos ficar independentes de alianças globais”.
LATAM
Para Oliveira, “não existe indústria forte com empresas fracas”, referindo-se à criação da Latam, com a união entre a TAM e a chilena LAN. “É natural a busca de escala”, afirmou o presidente. O executivo afirmou que a Latam terá meios de acessar mercados financeiros de maneira mais irrestrita que a Gol. “A Gol tem que obedecer a restrição de capital estrangeiro. Há uma inferioridade em relação ao mercado de capitais”, completou.
O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, afirmou que a fusão de TAM e LAN depende apenas da autorização dos órgãos reguladores das bolsas de valores de Brasil, Chile e Estados Unidos. Embora a sede da TAM seja mantida em São Paulo, visto que “a Latam é um grupo de companhias aéreas”, a sede da Latam será no Chile, onde não existe restrição ao capital estrangeiro no setor aéreo.
Fonte: http://veja.abril.com.br
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Boeing toma decisões sobre o projeto do 737 MAX



Nova variante do motor irá permitir aos clientes uma economia de combustível substancial em 2017
A Boeing tem feito uma série de atualizações no projeto do 737 MAX para otimizar ainda mais o desempenho da nova variante do motor.
“O 737 MAX está no rumo certo para proporcionar substancial economia de combustível aos clientes a partir de 2017″, afirma Beverly Wyse, vice-presidente e gerente geral, do programa 737. “Tomamos várias decisões sobre esse projeto que apoiam as metas de desempenho para o MAX e evoluem o design do 737 Next-Generation no âmbito do programa 737 MAX”.
Essas decisões de projeto incluem:
  • Melhorias aerodinâmicas na cauda: o cone de cauda será estendido e a seção acima do elevador será engrossada para melhorar estabilidade do fluxo de ar. Isto elimina a necessidade dos geradores de vórtice na cauda. Essas melhorias vão resultar em menos arrasto, melhorando o desempenho do avião.
  • Instalação do motor: os novos motores CFM International LEAP-1B serão integrados às asas, semelhante às linhas aerodinâmicas dos motores do 787 Dreamliner. Um novo amortecedor e uma escora, juntamente com uma extensão de oito polegadas no trem de pouso dianteiro, irá manter a mesma distância do solo atual do 737, porém acomodando hélices maiores nas turbinas. O design da porta dianteira foi alterado para se adaptar a esta revisão.
  • Atualizações de controle de voo e do sistema: os controles de voo incluirão spoilers fly-by-wire, o que economiza o peso do sistema mecânico usado anteriormente. O MAX também contará com um sistema de ar eletrônico do tipo “bleed”, que permite otimizar a pressurização da cabine e os sistemas que evitam congelamento, resultando em uma melhor queima de combustível.

Outras pequenas modificações no avião incluem o reforço do trem de pouso principal, das asas e da fuselagem para acomodar o aumento da carga devido aos motores maiores. A Boeing vai continuar a conduzir estudos sobre a eficiência dos motores, alterações aerodinâmicas e sobre a venda de aviões como uma equipe especializada que trabalha para otimizar o projeto da aeronave em meados de 2013.
Também continuamos a fazer o trabalho no túnel de vento para encontrar melhor desempenho do 737 MAX em baixas e altas velocidades”, afirma Michael Teal, engenheiro chefe do projeto e gerente do programa 737 MAX. “Com base no trabalho de concepção e os resultados dos testes preliminares, temos mais confiança na nossa capacidade de fornecer aos nossos clientes a economia de combustível de que necessitam, enquanto minimizamos o risco de desenvolvimento deste programa”.
Uma possível revisão para as pontas das asas do MAX também está sendo testada no túnel de vento para avaliar se esta nova tecnologia poderá beneficiar ainda mais o avião.
“Qualquer nova tecnologia incorporada ao projeto MAX deve oferecer benefícios substanciais para os nossos clientes com um risco mínimo para a equipe que a desenvolve”, afirma Teal. “No 737 MAX, estamos seguindo o nosso processo de desenvolvimento e vamos continuar a trabalhar em uma versão do avião que irá proporcionar maior valor para nossos clientes.”
As companhias aéreas que operam o 737 MAX irão notar uma melhora na queima de combustível de 10 a 12% em relação aos atuais aviões de corredor único. Também será percebida uma melhoria de 7% no custo operacional por assento sobre os aviões concorrentes.
Até a data de hoje, o 737 MAX tem mais de 1000 pedidos e compromissos de compra, firmados por 16 clientes, de todo o mundo.
Fonte: Aviação Brasil
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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Iberia reduz em 20% salários de pilotos



Em disputa com seus funcionários desde o final do ano passado, a Iberia anunciou ontem redução de 20% nos salários dos pilotos, uma redução de 62 milhões de euros, adotada como medida para enfrentar a crise econômica “agravada pelas greves sindicais”, anunciou a empresa aérea. A Iberia determinou que a redução será aplicada apenas aos salários dos pilotos que, segundo ela, “é o único grupo que após dois anos e meio de negociações não chegou a um acordo em relação ao Convênio Coletivo, algo alcançado com todos os demais grupos da empresa”, afirma. 

De acordo com a Iberia, a empresa atravessa situação difícil, em consequência da fraca demanda, dos altos preços do petróleo e da forte concorrência. “Essa delicada situação foi fortemente agravada pelas greves que desde o último mês de dezembro estão sendo levadas a cabo pelo sindicato de pilotos Sepla e que provocaram perdas diárias para a Iberia de 3 milhões de euros”, diz o comunicado da empresa. 
Fonte: Panrotas
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Avião pousa com vidro trincado em Porto Alegre



Um voo que decolou na tarde desta terça-feira (17) do Rio de Janeiro pousou em Porto Alegre por problemas técnicos. Uma rachadura no vidro da cabine obrigou o piloto a descer na capital gaúcha, sem fazer a escala prevista em Florianópolis. Houve tumulto no Aeroporto Salgado Filho.
O voo 5818 da empresa Webjet saiu do Aeroporto do Galeão por volta das 15h30 com cerca de 70 passageiros a bordo. A viagem tinha uma escala prevista na capital catarinense antes do destino final, no Rio Grande do Sul. Segundo o relato de passageiros, ao sobrevoar Santa Catarina, o piloto informou que, por problemas técnicos, seguiria direto para Porto Alegre.
A aeronave aterrissou com segurança no Salgado Filho por volta das 17h30. Mas ao desembarcarem e constatarem a rachadura no vidro, alguns passageiros se revoltaram. Eles questionaram os funcionários da companhia aérea sobre o risco de voar nessas condições. Para eles, o piloto deveria ter pousado o mais breve possível, em Florianópolis. Houve um princípio de confusão no saguão, e a Polícia Federal foi chamada para controlar o tumulto.
Com os ânimos acalmados, o avião danificado foi encaminhado para a manutenção e os cerca de dois terços dos passageiros que iriam para a capital catarinense foram recolocados em outro voo, que decolou pouco antes das 20h de Porto Alegre com destino a Florianópólis.
A assessoria de imprensa da Webjet informou que o piloto seguiu os procedimentos de segurança. Segundo a companhia, é muito raro um vidro trincar, mas isso pode acontecer em função de mudanças de pressão e temperatura. Nesta situação, diz a empresa, é recomendável pousar em uma pista maior, para diminuir a pressão na hora da frenagem. Por este motivo, o piloto teria escolhido o Salgado Filho, cuja pista mede 2.280 metros, em vez de o Hercílio Luz, no qual a pista utilizada seria de 1,5 mil metros.
Fonte: G1.com
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