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terça-feira, 7 de junho de 2011
Biocombustíveis: nova fronteira para a aviação
São Paulo – O mercado de combustíveis renováveis vem crescendo e despertando interesse de vários setores. Dessa vez, quem entra na onda verde é a aviação. Fonte alternativa de energia, os biocombustíveis aparecem como um aliado do setor, que pretende reduzir à metade suas emissões de CO2 até 2050 e driblar os custos crescentes com querosene de aviação.
Hoje, pelo menos 40% dos custos totais das empresas áreas têm relação com a compra de energia. “A crise financeira afetou os custos com combustível e, consequentemente, os preços das passagens”, diz Charles E. Schlumberger, especialista em transporte aéreo do Banco Mundial. Segundo Schlumberger, que participou do Ethanol Summit,evento do setor sucroenergético, nesta terça (7) em SP, o preço do petróleo aumentou 14% em um ano, resultando num gasto extra de 58 bilhões de dólares para as indústrias da aviação.
Diante de uma pressão ambiental crescente e da alta volatilidade dos preços dos combustíveis derivados do petróleo, as fontes alternativas surgem como a opção mais viável para o setor cumprir a meta de redução, garantir o abastecimento das aeronaves e ainda manter a lucratividade do negócio. “A redução de CO2 é muito importante para a operação do setor como um todo. Menos emissões significam menor uso de petróleo e menos gastos”, resume o especialista do Banco Mundial.
Obstáculos no horizonte
Há, entretanto, grandes desafios no caminho rumo à uma aviação mais sustentável. O principal, segundo executivos das fabricantes Boeing e Embraer, também presentes no encontro, é o de desenvolver um biocombustível capaz de se adequar às tecnologias existentes nas aeronaves de hoje – majoritariamente movidas à combustível fóssil. Para se ter uma ideia, nem mesmo o etanol, largamente utilizado pela frota brasileira de veículos leves, possui as características necessárias para ser usado na aviação.
“Seria preciso mudar a estrutura dos aviões devido à incompatibilidade técnica da fuselagem com o combustível da cana”, explica Guilherme Freire, diretor de Tecnologia e Estratégia Ambiental da Embraer. Não basta só ter um combustível que se adapte ao motor. “Também precisamos garantir reserva e para isso é necessário um produto já maturado, bem desenvolvido e disponível em larga escala”, ressalta Jim Kinder, engenheiro sênior de combustíveis da Boeing.
Azul pode ter primeiro vôo movido a biocombustível do país
Aos poucos, o Brasil procura soluções para driblar esse desafio. Em março, durante visita do presidente Barack Obama, o país firmou um acordo com os Estados Unidos para desenvolver e produzir biocombustível para o transporte aéreo civil. Além da fabricante brasileira Embraer, participam do projeto a Azul Linhas Aéreas,a empresa de biotecnologia americana Amyris, e a gigante americana do setor elétrico, General Electric (GE). O acordo prevê a produção em larga escala de bioquerosene ainda nesta década.
Juntas, as empresas vão trabalhar no desenvolvimento de tecnologia para produção de bioquerose a partir da fermentação da sacarose proveniente da ponta da planta de cana de açúcar, da palha e de outras fontes vegetais, como o milho. O projeto prevê o voo experimental de um jato E-Jet no primeiro semestre de 2012.
Fonte:Vanessa Barbosa, de EXAME.COM
Ministro diz que concessão de aeroportos pode ser dar via outorga.
BRASÍLIA - O ministro da Secretaria de Aviação Civil (Sac), Wagner Bittencourt, disse em audiência pública no Senado que o modelo de privatização dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília deverá ser o de outorga, em que o investidor privado remunera a União pela prestação do serviço. Segundo ele, esses recursos poderão ser usados para ajudar a Infraero a manter terminais deficitários. Pelo regime apresentado pelo governo, a estatal terá 49% de participação no consórcio vencedor.
- Pode ser uma outorga que possa irrigar para atender esse segmento - disse o ministro, acrescentando que o modelo definitivo ficará pronto em dezembro e os editais de licitação, realizados no início de 2012.
Ele disse que o governo decidiu privatizar integralmente os três aeroportos porque a concessão comercial, proposta inicialmente, não ficaria de pé. Por este regime, o investidor ficaria como contrapartida com as receitas comerciais (aluguel de lojas, espaços publicitários e de estacionamento de veículos).
Fonte: O GLOBO
- Pode ser uma outorga que possa irrigar para atender esse segmento - disse o ministro, acrescentando que o modelo definitivo ficará pronto em dezembro e os editais de licitação, realizados no início de 2012.
Ele disse que o governo decidiu privatizar integralmente os três aeroportos porque a concessão comercial, proposta inicialmente, não ficaria de pé. Por este regime, o investidor ficaria como contrapartida com as receitas comerciais (aluguel de lojas, espaços publicitários e de estacionamento de veículos).
Fonte: O GLOBO
Aeroportos argentinos vão retomar voos nesta tarde
Buenos Aires - A Administração Nacional de Aviação Civil (Anac) da Argentina informou hoje que parte dos voos que havia sido suspensa nesta manhã, em razão da nuvem de cinzas do vulcão chileno Peyehue-Caulle, será retomada nesta tarde. "A partir das 16 horas, no Aeroporto Metropolitano Jorge Newberry (Aeroparque), as companhias aéreas Aerolíneas Argentina, Austral e LAN Argentina reprogramam suas atividades", disse a nota da Anac distribuída à imprensa.
Apesar disso, outras companhias ainda irão manter os voos cancelados. "As empresas Sol e TAM cancelaram a totalidade de seus voos para o dia de hoje, enquanto que a companhia Gol cancelou seu voo vespertino e analisa se fará o mesmo com o noturno", disse a Anac. A nota detalha ainda que a companhia Pluna também analisa a reprogramação de seus voos e recomenda aos passageiros que tinham viagem marcada para esta terça-feira que entrem em contato com suas respectivas linhas aéreas.
Hoje de manhã, todas as operações do Aeroparque foram canceladas por causa da chegada da nuvem de cinza do vulcão chileno Puyehue, localizado na fronteira entre a Argentina e o Chile. As companhias citadas na nota da Anac também cancelaram os voos que operam no Aeroporto Internacional de Ezeiza. Segundo a entidade, ambos os aeroportos já foram reabertos para o funcionamento normal.
A decisão foi tomada durante reunião da Anac com o Serviço Meteorológico Nacional (SMN) e as companhias aéreas, no início da tarde, para analisar a situação provocada pela erupção do vulcão, no sábado. De acordo com estimativas do SMN, a grande nuvem está se deslocando para o Uruguai, o que permitirá a reabertura dos aeroportos de Buenos Aires.
Em erupção desde sábado, o vulcão produziu uma densa nuvem de cinzas e areia, que prejudica a visibilidade. Os seis aeroportos das cidades da região argentina da Patagônia continuam fechados e sem previsão de reabertura.
Fonte: Marina Guimarães, da
Aeroporto de Montevidéu suspende voos por cinzas de vulcão
Montevidéu - O Aeroporto Internacional de Carrasco, em Montevidéu, cancelou nesta terça-feira seus voos devido às cinzas do vulcão chileno Puyehue, que também obrigaram a interrupção das operações áreas em Buenos Aires, informaram fontes oficiais à Agência Efe.
Segundo fontes da Direção Nacional de Aviação Civil e Infraestrutura Aeronáutica, neste momento "nenhum voo está saindo".
"Muitos voos estão demorando e alguns outros ainda estão chegando", disseram trabalhadores do aeroporto de Montevidéu.
Segundo o site do terminal, o último voo a partir foi da companhia aérea Gol, com destino a São Paulo às 05h50, horário local (05h50, também no horário de Brasília). O próximo voo, que era da TAM, com o mesmo destino e que deveria ter decolado às 6h, horário local, foi cancelado.
No total, há 14 voos suspensos e os pontos de chegada são distintos como Argentina, Chile, Brasil e Paraguai.
As cinzas do vulcão chileno, além de obrigar a suspensão de atividades em Carrasco e nos aeroportos argentinos, tiveram uma especial incidência na cidade argentina de Bariloche, o maior centro de turismo de inverno do país.
Fonte:
Cinza vulcânica faz TAM cancelar voo para Foz do Iguaçu
São Paulo - A empresa aérea TAM suspendeu hoje uma decolagem que deveria ocorrer às 13h30 do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, com destino a Foz do Iguaçu, no oeste paranaense. O motivo foi a aproximação das cinzas do vulcão chileno Peyehue-Caulle em direção ao Brasil.
Já a Gol, em nota divulgada no início desta tarde, informou que, devido aos reflexos causados pela erupção, precisou cancelar onze voos de e para Buenos Aires, capital da Argentina, entre zero hora e 11 horas de hoje. A companhia afirmou que vai providenciar alimentação e acomodação em hotéis aos passageiros em trânsito.
Já a Gol, em nota divulgada no início desta tarde, informou que, devido aos reflexos causados pela erupção, precisou cancelar onze voos de e para Buenos Aires, capital da Argentina, entre zero hora e 11 horas de hoje. A companhia afirmou que vai providenciar alimentação e acomodação em hotéis aos passageiros em trânsito.
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