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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Privatização ou concessão dos aeroportos?

O caos aéreo instalado nos céus congestionados de São Paulo, e que se alastra para os demais aeroportos brasileiros em efeito cascata, traz à tona um antigo anseio dos profissionais que trabalham com o comércio internacional no Brasil: a privatização dos aeroportos.

Para o sócio-fundador da Associação das Empresas Comissárias de Despacho e Agentes de Carga de Minas Gerais (Codaca) e do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais (SDAMG), Claudiano José Soares Filho, a falta de concorrência entre os aeroportos – uma vez que possuem a mesma administradora, a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) – é o principal fator para a estagnação do sistema aéreo brasileiro.

“O cenário é antigo. Se pensarmos bem, há um fator de limitação na Infraero, especialmente em Belo Horizonte. Para a Infraero, tanto faz se a receita arrecadada foi gerada no aeroporto da Pampulha, ou no Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), localizado em Confins, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH)”, observou Soares Filho.

Na opinião dele, se o aeroporto de Confins estivesse sob a administração de outra empresa o equipamento não ficaria ocioso por tantos anos. Além disso, a pista da Pampulha, por mais investimento que receba, jamais poderá atender o mesmo tipo de tráfego que o AITN comporta. 

“Esse também é o motivo para a falta de aportes em outros aeroportos. Se, por exemplo, Guarulhos gera receitas e lucro para a Infraero, não há interesse dela em investir no desenvolvimento de outros aeroportos, pois o resultado vai sempre para o mesmo caixa”, comentou.

Soares Filho lembra que o risco dessa gestão é que nem sempre o lucro maior de um aeroporto é determinante para a sua expansão. De acordo com ele, há uma capacidade operacional que depende de área de pátio para estacionamento de aeronaves, possibilidade de pistas adicionais e meios de acesso. “Guarulhos se tornou o principal aeroporto do país, sem concorrentes, e os investimentos nele feitos estão fadados a não atender à demanda de São Paulo, pelo menos no cenário atual”, disse. 

Desperdício

O sócio-fundador da Codaca e do SDAMG ressalta que em Guarulhos estão enterrados centenas de milhões de dólares, que evaporarão caso seja construído um novo aeroporto na região – a custo de alguns bilhões – e que possibilitarão que somente São Paulo evolua em termos de infra-estrutura aeroportuária.

Em meio a todas essas questões que envolvem a aviação comercial no Brasil, e a falta de alternativas que o governo tem para investir no desenvolvimento conjunto de vários aeroportos brasileiros, a Casa Civil anunciou que a privatização pode ser uma saída para esse imbróglio.

No caso específico do AITN, a privatização permitirá que o aeroporto possa se desenvolver e atingir níveis proporcionais em relação à movimentação dos equipamentos paulistas. “Se Confins aumentar a movimentação até o potencial atual, a capacidade de carga pode ampliar significativamente as projeções para os próximos 20 anos. Com isso, o aeroporto tornará um centro nacional de distribuição de cargas e também de passageiros em curto espaço de tempo”, destacou.

O que esperar da privatização? 

Terminais de carga e passageiros têm que funcionar 24 horas, com todo o complexo de suporte às operações que têm que ser ininterruptas. Serviços de paletização, despaletização, preparação e movimentação de cargas (ainda mantendo o olhar sobre as cargas, e não passageiros, no caso de Confins) terão que ser oferecidos sem interrupção, com nível de profissionalismo tal que a maior parte dos serviços necessários poderão ocorrer sem a interveniência externa de pessoal dos órgãos de apoio à atividade (substituídos por controles automatizados e monitorados, 24 horas, de toda movimentação entre a entrada e saída das cargas do aeroporto).

Devemos nos antecipar sim a uma aviação comercial que hoje prioriza agilidade de operações e rastreabilidade de todos os processos e intervenientes, até mesmo para atender às normas americanas, que são parceiros comerciais prioritários de todo o mundo. É preciso ter controle total na inspeção das cargas e bagagens embarcadas em aeronaves mistas de passageiros e cargas, o que só é possível com uso de tecnologia. 

Partindo desse pressuposto, todas as cargas terão dados certificados pela origem e destino de sua veracidade, permitindo um controle bem mais efetivo, através de documentação original e digital, disponível on-line para os órgãos envolvidos. “Faturas, licenças e certificados. Tudo terá que ser acessado e disponibilizado pela simples manifestação do usuário da Estação, ou Terminal”, afirmou Soares Filho.

A automatização das alfândegas para as cargas devem seguir as mesmas premissas dos passageiros e bagagens. São elas: agilidade e segurança no desembaraço da movimentação. As estações de passageiros, assim como as de cargas, incorporarão uma visão que difere em muito da atual situação dos aeroportos brasileiros, onde mesmo o trâmite de 12 horas para liberação, que quase nunca é alcançado, ainda deve ser considerado alto para os tempos atuais, onde alguns aeroportos competem com a eficiente margem de 90 minutos para liberação de cargas.

Fonte: Porto Gente

Azul pinta avião pelos 30 anos da ATR; veja

A Azul estilizou um turboélice ATR 72-200 (foto acima, divulgação) com pintura especial em homenagem aos 30 anos da fabricante franco-italiana. A aeronave foi apresentada no 49º International Paris Air Show, em Le Bourget, na França, a maior e mais importante feira de aviação do mundo.

Com matrícula PR-AZY e nome de batismo Azzurro, o turboélice será o sétimo a ser incorporado na frota da Azul. A previsão é que esteja no Brasil na próxima semana e entre em operação a partir de julho.

A Azul iniciou as operações com os turboélices ATR 72-200 em março, quando passou a atender cidades como Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Hoje, além destas, a companhia opera em Presidente Prudente, Araçatuba e Uberaba. Até agosto, passará a atender as cidades de Marília e Juiz de Fora.

HISTÓRIA
Fundada em 1981, a ATR está localizada em Toulouse, no Sul da França, e é a líder mundial no segmento de aeronaves de 50 a 70 lugares. Os dois modelos, o ATR 42 e o ATR 72, são operados por 165 empresas aéreas em 90 países.

As aeronaves somaram mais de 21 milhões de voos desde o início da companhia, precisamente há três décadas.

Fonte: Panrotas

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Gol confirma voo direto de Porto Alegre para Santiago

A partir do dia 7 de julho, a Gol vai estabelecer um voo direto ligando as cidades de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e Santiago, no Chile. As vendas para a nova rota já estão disponíveis para compras no site da empresa (www.voegol.com.br). 

Para o vice-presidente de Planejamento da Gol, Leonardo Pereira, o novo voo reforça ainda mais a importância da capital gaúcha na malha internacional da empresa. “De Porto Alegre, decolamos diretamente para Buenos Aires, Córdoba e Rosário, na Argentina, e Montevidéu, no Uruguai”, disse ele. A nova operação partirá diariamente de Porto Alegre às 23h57 com chegada em Santiago às 02h10. No sentindo contrário, o voo decola às 2h40 e chega na capital gaúcha às 06h30. Fonte: Panrotas

Airbus recebe pedido recorde de US$18 bi da AirAsia

A Airbus recebeu um pedido recorde de 200 de seus jatos A320neo da companhia AirAsia, coroando uma semana em que a empresa derrotou sua rival Boeing na concorrência acirrada por contratos de fornecimento de aviões.

O grande contrato representa uma exibição de força da europeia Airbus, no momento em que trava uma luta com a Boeing pelo mercado dos jatos de corredor único --atualmente, seu A320 disputa com o 737 da Boeing--, previsto para movimentar 2 trilhões de dólares nos próximos 20 anos.

O A320neo é uma versão do jato de passageiros com 150 lugares, um dos aviões mais vendidos da Airbus, que oferece economias de combustível. Será produzido a partir de 2015 e vai intensificar a pressão sobre a Boeing para tomar uma decisão: ou retrabalhar seu produto atual ou propor um produto novo.

O negócio encerrou uma frenética feira de aviação bienal que demonstrou um deslocamento no equilíbrio de poder nesse setor.

Hoje a AirAsia e a IndiGo são as duas maiores clientes da Airbus entre as companhias aéreas.

"O sucesso declarado do neo superou as expectativas da Airbus, e, com certeza, também pegou a Boeing de surpresa", disse o analista de aviação Scott Hamilton.

"Isto vem multiplicar a pressão sobre a Boeing para acelerar uma decisão de renovar seu modelo ou criar um avião novo."

O pedido feito pela AirAsia superou um pedido no valor de 16 bilhões de dólares, por 180 aviões, fechado na quarta-feira pela companhia indiana Indigo. 

Fonte: Reuters Brasil

Avião conceitual com emissão zero deve levantar voo em 2035


Voltair (Foto: Divulgação/TechTudo)

Veículos conceitos são normalmente carros futuristas no estilo Jetsons que flutuam e tem design bem futurista. Mas dessa vez a European Aeronautic Defence and Space Company criou o VoltAir, um avião conceito movido a energia elétrica.

As empresas de aviação têm um gravíssimo problema: o preço do combustível do avião é totalmente atrelado às variações do petróleo. Logo, quando o petróleo sobe demais as empresas têm um grande prejuízo e podem até falir.

O VoltAir resolveria o problema da dependência do combustível e seria alimentado por baterias. Como energia elétrica pode vir de várias fontes, as empresas precisariam se preocupar menos com as variações do mercado de petróleo. Além disso, teria emissão zero de poluentes, além de ser bem silencioso ao contrário dos aviões atuais que têm um barulho ensurdecedor.

O desafio para os carros elétricos e para o VoltAir é o desenvolvimento de baterias que possam guardar uma grande quantidade de energia. Sabemos que precisamos carregar quase que diariamente os smartphones com Android ou iPhones, imagine a complexidade de um avião que necessitaria de muitas escalas pela baixa autonomia. Outro ponto fraco é a velocidade do avião que seria baixa comparada com os modelos comerciais contemporâneos.

A European Aeronautic Defence and Space Company espera lançar o VoltAir no ano de 2035. Até lá esperamos que os problemas com as baterias esteja resolvidos para que possamos ter um avião que polui menos o ambiente.

Não há previsão do uso desse tipo de tecnologia em avião comercial.

Fonte: Com informações do R7