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terça-feira, 31 de maio de 2011

Jovem piloto desmaia no ar e avião voa sozinho por 55 minutos na Austrália

Um piloto ainda em treinamento perdeu a consciência em pleno voo e quase causa um acidente na Austrália, segundo o jornal “The Advertiser”. Por 55 minutos, o avião que o rapaz, que não teve o nome publicado, pilotava voou sozinho.

De acordo com um relatório publicado pelo Escritório de Segurança no Transporte, do governo australiano, quando o jovem piloto, que teve a licença suspensa, acordou, percebeu que estava indo com o avião para alto mar.

 Em azul, caminho percorrido pelo piloto até passar mal. Em vermelho, o que faltou percorrer.

O rapaz, natural do Oriente Médio, estudava para ser piloto, em Adelaide, no sul da Austrália. Ele tinha ganhado uma bolsa de estudos da companhia aérea Emirates Airlines.

O piloto havia saído do aeroporto de Parafield, em Adelaide, e iria fazer um voo solo até a cidade de Mildura. Antes de decolar, o jovem reabasteceu o avião, comeu e bebeu água. Quando sobrevoava Renmark, o rapaz começou a passar mal e se sentir quente.

O jovem piloto, então, aumentou a altitude e desmaiou. O controle de tráfego aéreo tentou entrar em contato várias vezes com o rapaz que não respondia. Quando acordou, recebeu ajuda via rádio para voltar a Adelaide.

O rapaz já voltou para seu país natal e desistiu da carreira de piloto.

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Irã impediu avião de Merkel de sobrevoar seu território


Nova Délhi - O Irã fechou brevemente seu espaço aéreo ao avião da chanceler alemã, Angela Merkel, que viajava nesta terça-feira à Índia em visita oficial, despertando a ira da Alemanha, que convocou o embaixador iraniano.

O avião de Merkel, que tinha como destino Nova Délhi, não pôde sobrevoar por algum tempo o espaço aéreo do Irã porque Teerã o impediu, anunciou o porta-voz da chanceler, Steffen Seibert, em mensagem publicada no microblog Twitter.

O ministro alemão de Relações Exteriores, Guido Westerwelle, anunciou ter convocado o embaixador do Irã em protesto pelo ocorrido.

O chefe da diplomacia alemã considerou "absolutamente inaceitável" esta proibição. "É uma falta de respeito com a Alemanha", lamentou, em um comunicado.

"Por isso convoquei o embaixador iraniano em Berlim. Diremos muito claramente que semelhante atentado às convenções internacionais não pode ser, em nenhum caso, tolerado pela Alemanha", explicou.

O ministério iraniano de Relações Exteriores afirmou posteriormente que um problema técnico havia provocado o atraso, mas que o mesmo foi resolvido de imediato e o avião de Merkel pôde prosseguir viagem.

"O problema ocorrido no sobrevoo do território iraniano do avião da chanceler alemã, Angela Merkel, só foi causado por uma questão técnica, imediatamente solucionada, e o avião pôde seguir seu caminho", declarou o porta-voz da chancelaria, Ramin Mehmanparast, sem dar maiores detalhes.

"As autorizações necessárias foram dadas para a passagem do avião da chanceler alemã pelo espaço aéreo iraniano e a embaixada da Alemanha foi informada", acrescentou.

Uma vez em Nova Délhi, Merkel recusou-se a comentar o incidente durante entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh. Segundo a imprensa, seu avião teve que dar voltas sobre o território turco antes de ser autorizado a ingressar no espaço aéreo iraniano.

"Estou muito contente por ter chegado sem problemas até aqui", limitou-se a afirmar a chanceler. "Tudo acabou bem. Pudemos manter a reunião indo-alemã, isto é o mais importante", assegurou Merkel.

Seu portavoz, que a acompanha nesta viagem, havia escrito no Twitter: "começo incomum de viagem à Índia.
O Irã recusa temporariamente o sobrevoo (de seu território) ao avião da chanceler. Aterrissagem com atraso em Nova Délhi".

Segundo um jornalista da emissora pública alemã ARD, que acompanha Merkel, outro avião que levava a bordo quatro ministros do executivo alemão pôde sobrevoar sem problemas o Irã e aterrissar conforme o previsto na capital da Índia.

O Irã é submetido desde 2007 a uma bateria de sanções políticas e econômicas de parte das Nações Unidas, dos Estados Unidos e da União Europeia, devido a seu controverso programa nuclear.

Este episódio ofuscou a celebração de conversas com os dirigentes indianos, cujo objetivo é reforçar os vínculos bilaterais entre Alemanha e a terceira potência econômica da Ásia.

A Alemanha é o principal parceiro europeu da Índia, com intercâmbios comerciais de €15,4 bilhões (US$ 22 bilhões) em 2010.

Novo Boeing GOL Sky Interior

Vídeo que está rolando na internet mostrando o interior da nova aeronave da GOL.

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Sem LAN, TAP é alternativa mais vantajosa para TAM

São Paulo – O imbróglio da fusão entre a brasileira TAM e a chilena LAN está longe de um desfecho. No Brasil, a operação segue sem restrições, mas as autoridades regulatórias do Chile estão reticentes quanto à aprovação. O advogado da aérea brasileira, Juan Gumucio, afirmou em audiência no Chile, que a TAM pode buscar outro parceiro caso a fusão com a LAN seja bloqueada. Segundo analistas, a alternativa mais vantajosa seria uma união com a portuguesa TAP.

A operação entre TAM e TAP traria benefícios para ambas as empresas. Para a brasileira, a união seria uma nova porta de entrada para o mercado europeu por meio de Portugal – onde a TAM não opera regionalmente. “A TAM teria mais distribuição na Europa com estrutura de vendas. A parte de malha não seria preciso aumentar, por conta do codeshare”, avalia o consultor André Castellini.

Com maior força no mercado europeu, a brasileira poderia reforçar sua presença também no mercado doméstico. A TAP opera em nove cidades do Brasil para a Europa. Em 2010, transportou 1,4 milhão de passageiros. “A TAP faz de Lisboa um hub importante de lazer para passageiros que querem voar para o nordeste brasileiro”, aponta Castellini. A portuguesa opera em 65 cidades de 31 países da Europa, África, América do Sul e do Norte.

A compra da TAP também blindaria a Latam de eventuais investidas de outras companhias aéreas. “Como o mercado internacional da TAP é o Brasil, há empresas do Oriente Médio, como Emirate e Qatar, que tentariam comprar a portuguesa para reforçar a presença por aqui”, avalia o consultor Respício Espírito Santo. “Grosso modo a TAP seria uma subsidiária da Latam.”

Para Castellini, porém, a TAM enfrentaria uma dura competição. “Operar na Europa é um desafio. A TAM passaria a concorrer com grandes grupos, além de esbarrar nos sindicatos locais que tem regras diferentes do Brasil”, diz Castellini. Dele discorda Respício: “Com a associação, a TAM ganharia mais proximidade com as autoridades regulatórias, mais força na Star Alliance e possibilitaria um intercâmbio de aeronaves entre as empresas”.

A TAM ainda mantém a liderança no mercado brasileiro, mas a diferença entre a Gol, a segunda colocada, vem diminuindo. A TAP é uma alternativa viável para turbinar sua posição – e seria um bom negócio para a portuguesa. “Se a TAP não fizer alguma coisa, ela vai quebrar e o mercado português não seria atendido”, avalia um analista. Para Respício, a TAP continuaria com sua bandeira. “A marca não seria abandonada e a TAM seria um investidor.”

Segundo Olavo Chinaglia, relator da fusão entre Lan e TAM no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), uma eventual união com a TAP seria semelhante à operação em curso no momento. “Seria necessário analisar as sobreposições das rotas, mas acredito que não haveria problema. Trata-se de uma grande empresa brasileira com uma estrangeira que não faz voos regionais”, diz.

Há pelo menos três anos especula-se sobre essa união. A TAP está em processo de privatização, por isso não comenta o assunto. Em comunicado, Marco Bologna, presidente da TAM S/A, afirmou: “Estamos confiantes na aprovação da fusão com a LAN pelo TDLC [o Cade chileno] e continuaremos empenhando todos os nossos esforços na criação da LATAM. Na hipótese – improvável, na nossa opinião – de a LAN vir a ser impedida de levar adiante a fusão, continuaremos fiéis à nossa visão e buscando essa consolidação do setor aéreo – que é, como disse, inexorável.”

A brasileira Gol descartou interesse na TAP, pois seu foco principal é o mercado doméstico brasileiro e a América Latina.

IAG mira potencial do Brasil por meio da portuguesa TAP

Madri - A International Airlines Group (IAG), formada pela fusão da British Airways e da Iberia, afirmou que enxerga poucas oportunidades de consolidação na Europa, mas estudará a compra da Air Portugal (TAP) caso ela seja colocada à venda.

"Não há muito potencial para futuras consolidações na Europa... o setor já está concentrado com a KLM-Air France e a Lufthansa", afirmou o diretor de relações com investidores Andrew Barker em uma teleconferência nesta terça-feira.

"Iremos voltar os olhos para a portuguesa TAP. Sua forte presença no Brasil será importante para fortalecer nossa posição na América Latina", disse Barker.
Portugal está sendo forçado a privatizar a TAP como uma condição para seu resgate de 78 bilhões de euros (109 bilhões de dólares) pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional.

O leilão da companhia aérea portuguesa deve ser realizado neste verão (do hemisfério norte), com alguns analistas avaliando-o em 500 milhões de euros.

Qualquer aquisição terá que se enquadrar na estratégia e nas metas financeiras da IAG, disse Barker, acrescentando que a British Airways vai se focar no crescimento na Ásia e em consolidar seu negócio de voos transatlânticos.

Ele afirmou que o aeroporto de Barajas, em Madri, o eixo central da Iberia, oferece oportunidades de crescimento orgânico, "embora ele seja, de certa forma, limitado por restrições de infraestrutura de um grande aeroporto".

A IAG já transferiu algumas de suas rotas para a companhia área de baixo custo espanhola Vueling e pretende usar a empresa para tornar seus negócios de voos de curta distância mais competitivos, disse Baker.

A Vueling, sediada em Barcelona, é a segunda maior companhia aérea de baixo custo após a irlandesa Ryanair e é líder de mercado nos principais aeroportos da Espanha.