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terça-feira, 31 de maio de 2011

Delta Air Lines inicia nova frequência entre Brasília-Atlanta em 1° de junho

A Delta Air Lines iniciará sua sexta frequência entre Brasília e Atlanta em 1° de junho de 2011. A nova frequência será operada às quartas-feiras utilizando um Boeing 757-200 com capacidade para 162 passageiros: 15 em Primeira Classe e 147 na Classe Econômica. Atualmente a Delta oferece 32 voos sem escala entre os Estados Unidos e o Brasil, incluindo serviço sem escala conectando Atlanta, Detroit e Nova York-JFK a São Paulo, bem como Atlanta e Rio de Janeiro.
“O crescimento contínuo da Delta no Brasil tem sito bem significante, e este novo voo vai suportar nossa estratégia neste mercado,” diz Nicolas Ferri, vice-presidente da Delta para América Latina e Caribe. “A nova frequência entre Brasília e Atlanta vai oferecer mais conveniência aos nossos passageiros, que necessitam de melhor acesso à capital do país e áreas adjacentes.”
No começo deste ano a Delta anunciou início do serviço de compartilhamento de voo e programa de fidelidade em reciprocidade com a GOL. Atualmente a Delta coloca seu código em 56 voos da GOL entre São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e 15 destinos brasileiros: Belém, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Foz do Iguaçu, João Pessoa, Navegantes, Porto Alegre, Recife, Salvador, Teresina e Vitória. O número de mercados dos voos compartilhados deve aumentar para mais de 30 até o verão e aguarda aprovação do governo.

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Equipes recuperam 75 corpos do voo Rio-Paris

Os corpos foram retirados do mar na última semana; no total, 127 foram recuperados desde a tragédia

 Operações policiais para recuperar os corpos continuarão por mais alguns dias

Paris - Setenta e cinco corpos do voo da Air France que no dia 1º de junho de 2009 caiu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo quando fazia a rota entre Rio de Janeiro e Paris foram retirados do mar na última semana, indicou nesta terça-feira a Polícia Militar francesa confirmando informações da imprensa.

No total, desde que ocorreu a tragédia, 127 corpos foram recuperados. Cinquenta foram retirados do fundo do mar nos dias posteriores ao acidente. Dois foram retirados no início de maio, quando foram localizadas e resgatadas as duas caixas-pretas do A330 da Air France, e 75 foram recuperados entre 23 e 30 de maio.

O anúncio da retirada dos 75 corpos foi feito à rede de televisão americana CNN pelo secretário da associação de familiares das vítimas da catástrofe aérea "Entraides et solidarités Af44" (Ajuda mútua e solidariedade), Robert Soulas, e por Philippe Vinogradoff, embaixador francês encarregado do contato com as famílias, em uma declaração concedida à revista francesa Nouvel Observateur.

Segundo a Polícia Federal, as operações para recuperar os corpos continuarão por mais alguns dias. A data do final desses trabalhos será comunicada primeiramente às famílias.

Gol mostra surpresa com 'interesse' da chilena LAN

Para analistas do setor de transportes, a declaração do executivo da LAN não passa de pressão para aprovação da fusão com a TAM, sem aproximação da Gol

São Paulo - A declaração de executivos da chilena LAN, durante o fim de semana, de que a companhia aérea poderia buscar uma parceria com a brasileira Gol, caso não seja aprovada sua fusão com a TAM, foi recebida com surpresa pela companhia aérea da família Constantino. Ontem, a companhia afirmou que não está em negociação com nenhuma empresa aérea e que não foi procurada pela chilena LAN.
Segundo entrevista publicada pelo jornal chileno El Mercurio, o gerente-geral da LAN, Ignacio Cueto, disse que a LAN deve procurar "um second best" caso a fusão com a TAM seja reprovada. "Podemos ir falar com a Gol, que não sei se estará disponível, mas sua internacionalização não se compara com a da TAM", disse Cueto.
Para analistas do setor de transportes, a declaração do executivo da LAN não passa de pressão para que o Tribunal de Livre Concorrência do Chile (TDLC) aprove a fusão entre LAN e TAM. "Acho pouco provável que a fusão não seja aprovada", afirma um profissional que acompanha de perto o setor de aviação.

Ele lembra que um indicativo seria o fato de o juiz não ter pedido informações adicionais às apresentadas pelas duas empresas em audiência pública no último dia 26. "Além disso, o juiz já afirmou que a decisão sobre o tema deve sair antes de 60 dias, o que é positivo", destaca.
Para o profissional, uma fusão entre LAN e Gol faria menos sentido que uma associação com a TAM. O principal benefício para a companhia aérea chilena é o acesso ao mercado brasileiro, mas ele cita ainda as sinergias entre as duas empresas em viagens de longo curso, o que não aconteceria com a Gol.
Na quinta-feira, foi realizada uma audiência pública em Santiago, em que TAM, LAN, empresas concorrentes e um órgão de defesa do consumidor se manifestaram sobre a união. Se concretizado, o negócio criará a maior empresa aérea da América Latina.

Comissário de bordo canta, brinca com aeromoças e vira hit


Neste 31 de maio (dia dos comissários de bordo), o destaque vai para Ronald Pennaforte, que virou sucesso no YouTube com suas descontraídas demonstrações de segurança. Além de brincar com as colegas aeromoças, ele canta sambas, boleros e canções de Roberto Carlos ao microfone. A companhia aérea de tarifas baixas Webjet incentivou essa prática como uma forma de popularização dos voos. Um de seus números é falar em inglês “embrolation” as instruções aos passageiros.

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Após dois anos, incógnitas ainda marcam investigações do AF 447

O aniversário de dois anos do acidente com o voo 447 da Air France, que caiu no Atlântico quando fazia a rota Rio-Paris, é marcado por avanços nas investigações técnicas, embora ainda existam várias incógnitas, assim como pela expectativa dos familiares em relação à identificação das vítimas resgatadas neste mês.

"Há dois anos, não tínhamos nenhuma informação precisa. Nesses dois últimos meses, localizamos as caixas-pretas e dispomos agora de todos os elementos para compreender o que ocorreu", afirma Alain Bouillard, do Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês), investigador-chefe do acidente com o voo AF 447.

O avião decolou às 22h29 GMT (19h30 no horário de Brasília) do dia 31 de maio de 2009 com 228 pessoas a bordo e caiu pouco menos de quatro horas depois a cerca de 1,1 mil Km da costa brasileira.

Pela primeira vez desde a catástrofe, o BEA confirmou, na última sexta-feira, que a pane nas sondas de velocidade do Airbus foi o ponto de partida de uma série de eventos que levaram ao acidente.
 "Se o problema nas sondas não tivesse ocorrido, não teria havido o acidente", declarou em entrevista à BBC Brasil na última sexta-feira o diretor do BEA, Jean-Paul Troadec.

As famílias, no entanto, deverão aguardar até o final de julho, quando será divulgado um relatório intermediário, para saber as primeiras conclusões sobre as causas do acidente. Os resultados definitivos das investigações só serão anunciados no próximo ano.

Sondas
Por enquanto, sabe-se que a pane nos sensores de velocidade comprometeu a ação dos pilotos e pode ter induzido a erros de pilotagem.

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil sugerem que o BEA estaria dando destaque para eventuais falhas dos pilotos após o incidente com as sondas - declarando que em casos semelhantes a tripulação havia conseguido recuperar o avião - porque isso seria uma forma de reduzir as indenizações a serem pagas às famílias.

Em razão do provável congelamento em alta altitude, as sondas Pitot passaram a enviar informações contraditórias sobre a velocidade do avião aos computadores de bordo, o que acarretou o desligamento do piloto automático.

O avião passou, então, a ser comandado manualmente, sem os sistemas eletrônicos de proteção ligados à pilotagem automática.

O Airbus sofreu uma perda de sustentação, causada pela baixa velocidade da aeronave antes da queda, e despencou em 3 minutos e meio a uma velocidade de 200 Km/hora, segundo o BEA.

Sem fôlego ladeira acima
Após a divulgação das circunstâncias do acidente, na sexta-feira, surgiram questionamentos sobre a decisão da tripulação de levantar o nariz do avião para ganhar altitude depois que os alarmes de perda da sustentação dispararam.

O ato foi comparado a subir uma ladeira correndo no momento em que se está sem fôlego.

O procedimento adequado seria o oposto: baixar o nariz do avião para ganhar velocidade com a descida e recuperar assim a força de sustentação da aeronave.

"Se os pilotos decidiram levantar o nariz é porque a velocidade indicada, que curiosamente o BEA não revela no comunicado, estaria superestimada. Os pilotos agiram mal porque não tinham os instrumentos em funcionamento", disse à BBC Brasil Gérard Arnoux, co-autor de uma investigação paralela sobre as causas do acidente com o voo AF 447 e piloto de aviões Airbus.

Segundo Arnoux, o Airbus se tornou "irrecuperável" porque o chamado "plano horizontal regulável" (ângulo formado entre a asa traseira e o vento) passou de 3° para 13° em apenas um minuto e permaneceu assim até o final do voo, comandado pelos computadores de bordo, que se basearam em dados falsos de velocidade.

"Há o risco de ultrapassar um certo ângulo de incidência, como admite a própria Airbus. Não dá mais para recuperar o avião. É um problema de aerodinâmica do Airbus, que permaneceu com a asa traseira empinada, levantando a aeronave", afirma.

Além de aguardar novos dados sobre as investigações, os parentes das vítimas também esperam a futura identificação dos 77 corpos resgatados nos últimos dias, que será realizada na França.

As operações de resgate devem ser encerradas até o dia 1° de junho.